sábado, 7 de novembro de 2009

Lisboa...



Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

domingo, 6 de setembro de 2009

beijo a beijo...toque a toque...frente a frente...

se os sentimentos falassem diriam que os esgotamos, que os cansamos de exaustão, quando lhes tocamos em flecha sem pedir licença...depois o silêncio é a única forma de expressão quando não há mais palavras que encham o espaço.

Há dias em que todas as coisas falam de ti...e cá dentro onde os sentimentos não podem falar, escuta-se...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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Há viagens na vida que jamais esqueceremos. Acumulamos momentos fascinantes e surreais, tentamos guardá-los a salvo numa redoma que protegemos até ao fim. Por mais que os tempos, as vontades e as tempestades nos corrompam e desgastem sabemos que carregamos connosco mais do que nós próprios, o que vivemos e é nosso, porque ninguém nos pode roubar.
Procuramos afincadamente o lugar certo por entre a nossa condição de viajantes terrenos. Alguns demoram-se nessa procura, sem nunca encontrarem o que realmente querem ou sabem apenas o que não querem e por isso buscam algo diferente. Outros caiem na sorte ou no azar de uma situação que pode fazer valer ou não todo o percurso já feito.
Sim, sem esperar caí na sorte, continuo a procurar o meu lugar, com a certeza porém daquilo que quero, do que me concretiza em qualquer lugar que seja, sem medo do que vem...

terça-feira, 30 de junho de 2009

arrepio na espinha




Electrizante!

3 da manhã...chego em silêncio, estalo o pescoço e as costas, espreguiço o cansaço mortífero de uma noite qualquer, uma das muitas que acabam em branco, dado as doses de cafeína e bom humor. Leve de tudo menos de pensamentos, largo os sapatos um a um num movimento desenfreado de liberdade, cheguei ao meu sítio...caio no sofá, queda propositada e aliviante.


Fecho os olhos e permaneço, busco-te mais uma vez no maranhal de tudo. Encontro-te...abraço-te e não te quero largar, não quero nem vou. Acordo e encontro-te ainda abraçado a mim, do alto da tua omnipresença.


É um sonho que não acaba, quando somos felizes o sonho nunca acaba.


"Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito"
(...)

(Donna Maria)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Reividicações mundanas





Não sei como vim cá parar. Quando tenho algo para dizer a mim mesma venho sempre cá parar. Iniciar sessão..nova mensagem...e depois? Depois puxo o gatilho imaginário e desprende-se a bala do imediato - o que me surge agora, por entre o bater das teclas e as impressões digitais.

Não há fundamento, nem tem que haver...emerge um emaranhado de ideias que dava uma segunda Guernica, para um Picasso qualquer. Para mim dá apenas isto, a escrita. A escrita do que vem de mim para mim.

Na verdade, o tempo anda para aí a perguntar ao tempo quanto tempo o tempo tem, porque tudo gira a uma velocidade que quebra os ponteiros do relógio e desafia a gravidade. Os acontecimentos sucedem-se, as pessoas mudam, as circunstâncias estão em permanente mutação...e se dantes sabíamos que o amanhã pouco seria diferente do hoje, constatamos agora um hoje em tudo diferente do ontem e asseguradamente bem distante do amanhã.

Quer isto dizer que não há tempo para reflexões, mas sim para actos, quer sejam ou não com conta, peso e medida. É lá isto bom...tenho cá para mim que estamos feitos primatas, obrigados a agir por instinto, porque não há tempo para mais. Porque no amanhã, provavelmente, a razão que é o que nos distingue dos outros seres entrará em vias de extinção. E aí não há europeias, legislativas ou autárquicas que nos salvem. A campanha que todos devíamos fazer era a apelar ao tempo que nos dê tempo, para usarmos daquilo que somos. Porque estamos a ficar superlotados e não tarda caímos na bancarrota...e não há Deus que nos salve.

terça-feira, 12 de maio de 2009

no one else can make me feel the way you do...


quero te, mais do que nunca!