sábado, 22 de março de 2008


lifehouse (esta banda preenche-me)


whatever it takes...
por aquilo que sabemos estar certo, fazemos qualquer coisa.
podemos até cometer os maiores erros, e é bom que isso aconteça, porque batemos com a cabeça no fundo e quando a erguemos, sabemos que não queremos voltar a bater no fundo, daí a moral do erro. E é no erro que está o caminho da perfeição.
A vida é assim mesmo e o amor é um bom exemplo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Livre


Às vezes estou aqui sozinha com os meus devaneios, ao som da música ligeira que me vai ditando baixinho ao ouvido o que devo ou não consentir...por mais letras estapafúrdias que me inundem o pensamento, nenhuma traduz isto...porque isto é apenas isto e mais ninguém no mundo sente isto, porque me pertence, cada sentimento pertence a mim mesma, é meu e sou eu que o sinto à minha maneira....por isso, calem-se vozes plenas de sonoridade que preenchem o imaginário dos comuns e deixem-me assim, no êxtase arrebatador do meu estranho sentimento que só a mim pertence. Sem pensar, sem falar, sem olhar, fico assim, no silêncio...não há letras de canções que me dominem, ser livre de pensar e sentir é a nossa maior vitória.

Hoje vou viver em Nova Iorque, amanhã estarei de volta....

Tão bom que é sonhar sem impedimentos, sem cláusulas, sem ensinamentos.

Ser




Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não me esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...




Fernando Pessoa

segunda-feira, 3 de março de 2008

Conta-me uma história...




gosto de histórias insolúveis, que nunca têm argumento, e se desenrolam em sobressaltos, ou deslizam docemente sem rumo. gosto de histórias breves, quando os olhos se cruzam e se enlaçam e se perdem o tempo de um solo de guitarra (portuguesa?). gosto de histórias prolongadas e funestas, bordadas de ameaças ocas e vãs promessas, que interminavelmente se dobram e desdobram num cansaço doce e demorado. gosto de histórias intempestivas e brutais, cruzadas por calmarias e temporais, e que explodem em convulsões de gritos e espantos. gosto de histórias tristes, sem lágrimas, porque nelas o pranto não liberta nem sufoca. gosto de histórias alegres, sem risos, para que não nasçam gargalhadas onde a voz sangra. gosto de histórias do corpo, onde a verdade tem mil cores e as cores dos beijos são sempre luz. gosto das histórias da alma, porque são segredos profundos como fundas são as vozes que não conseguem falar. gosto de histórias que o não são porque o tempo tropeçou e enganou corações demasiado ardentes. gosto de quase histórias, como frases suspensas ou gestos esquecidos que ninguém prendeu ou arrumou. gosto de histórias, porque podem fazer ser o que nunca é. gosto de histórias...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008





que é feito da menina das saias rodadas?


Perdeu-se por aí.
Ficou onde eu a deixei, com todas as amarras que a impediam de ganhar asas para voar.
Achei melhor assim...
O que é certo cansa e esta liberdade da incerteza satisfaz-me tanto!
Medo para quê? Só é preciso saber agarrar o momento e depois o resto vem por acréscimo...
As pessoas mudam-te, o tempo muda-te, a vida muda-te. E depois, não somos só nós, também o mundo muda, e é tão mais flexível.
Sim, acredita, precisamos de nos adaptar à mudança. Dizes que foi para melhor, pois,eu também acho que sim, mas agora isso já não tem importância. Estás a ver que nem sempre vale a pena premeditar? As coisas não acontecem com tanta previsibilidade.
Crescer faz-nos bem e o que ficou para trás são recordações da ingenuidade de criança, que às vezes me traz saudades, mas no fundo se procurares bem ainda a vês....a menina das saias rodadas, ela há-de sorrir para ti e tu vais reconhecer que esse sorriso é diferente de qualquer outro, mais genuíno até. Tu tens esse dom, de invocar a menina das saias rodadas ( não fosses tu quem és), e depois chamas-me frágil e bonitinha...daquela maneira especial, sem defesas...
Todos somos assim...lá no fundo, é a essência.
É por isso que estás sempre comigo, que te tenho para sempre e sem ti nunca seria quem sou hoje, fazes parte da minha auto-construção, descobriste-me as entranhas, lembras-te as vezes que caí e me voltei a erguer, das cambalhotas mal dadas, das piadinhas sem graça, dos erros mais absurdos, dos grandes desafios, das maiores gargalhadas. E tu nunca me faltas.
Maior cumplicidade do Mundo, minha querida...para ti serei sempre a menina das saias rodadas, com a força de que tanto te orgulhas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O monte da lua (mons lunae)


Foi ontem. Ontem que visitei todos os teus recantos, envoltos em miticismo e esoterismo.
As cascatas, o musgo, a floresta dos contos de fadas, os ribeiros, os cafezinhos, as torres, os sinos do palácio, a sumptusosidade dos montes...e, depois o pôr-do-sol alaranjado que cai sobriamente sob as cores distintas da Pena.
Despertaram-se-me instintos há muitos esquecidos. Quem diria que depois de uma rotina citadina, haveria de apreciar a tua beleza inexorável ? Mais que isso, eu perdi-me de amores por ti.
Vivi ali na pele de D.Amélia, cruzei a cavalo cada sonho, cada mito, cada lenda...
Do Paço a Seteais, passando pela Lawrences descobri a magia do Monte da Lua, as paisagens verdejantes, as quintas preservadas. Parece que afinal ainda possuímos sítios de príncipes e princesas, onde podemos imaginar a nossa própria trama secreta.
A Regaleira, essa sim, foi a estrela da tarde...recheada de espiritualismo e simbolismo. Subi e desci, saltei de pedra em pedra e procurei os vestígios daqueles tempos, a inspiração daqueles homens ao construirem tais maravilhas. Desde o jardim à escadaria do palácio, tudo reflectia os ideais da liberdade, do amor... e a maçonaria tão proíbida tornava ainda mais fascinante o ambiente daquele lugar mágico.

Somos detentores de tanta riqueza que por momentos pareceu-me que a crise é apenas uma miragem. Sintra ficou-me no coração, aquela terra inspiradora de poetas e músicos, e o doce sabor das queijadas e dos travesseiros

E sim, é Património da Humanidade !


«E, nas serras da Lua conhecidas

Subjuga a fria Sintra, o duro braço.

Sintra onde as Náiades escondidas

Nas fontes, vão fugindo ao doce laço:

Onde Amor as enreda brandamente,

Nas águas acendendo fogo ardente».


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Gosto...


Gosto de te ver a rir e a brincar, gosto do teu cheiro e do teu olhar, gosto de te ter sempre perto e sentir que tudo está certo, de saber que afinal vale a pena acreditar que um dia a paz acaba sempre por chegar, que não há esperas vãs nem dias perdidos, que todas as noites são de lua cheia e todas as manhãs estão cheias de ti, meu amor, quero-te, quero-te, quero-te. Por isso abre as mãos e o peito, deixa-me ficar para sempre lá dentro, guarda-me em ti e espera sem esperar a cada dia que passar, que este meu amor imenso, doce e intemporal resista ao tempo, resista ao medo, resista ao mundo, resista a tudo e não precise de mais nada a não ser de Ti, tu que és o princípio e fim, que estás no meio de tudo, que atravessas a vida de mão dada comigo, tu de quem eu gosto, gosto.